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domingo, 18 de setembro de 2011

Toque-Toque Pequeno

           Depois de alguns meses resolvemos dar uma pequena escapada no final de semana e aproveitar um pouco de Sol no litoral norte de São Paulo. Talvez para quem já esteja acostumado a encarar filas e filas de caros ao longo da Rodovia dos Imigrantes ou Rodovia Ayrton Senna, tudo bem. Mas nós não. Por isso evitamos a todo o custo viajar para a praia nos finais de semana prolongado.

         Dessa vez optamos por uma praia um tanto isolada, no meio da badalação das praias do litoral norte: Toque-Toque Pequeno. Essa praia faz parte do município de São Sebastião tem mais ou menos 2Km de extensão e fica situada na SP-055 (Rio-Santos), entre Maresias e São Sebastião.

        Saímos de São Paulo no início da noite, sob chuvisco. Trajeto pela Ayrton Senna, entrando à direita na entrada para Mogi das Cruzes e em seguida pela Mogi-Bertioga. Ao chegar na SP-055, seguimos rumo norte, passando por diversas praias até Toque Toque. Como era noite e passava a chover mais forte, a descida da serra foi muito lenta. No total, chegamos à 10:40 em Maresias. Para para jantar em Maresias, no Badauê. Muito bom, porém com preço de São Paulo.

          A chegada em Toque Toque Pequeno revelou um vilarejo muito bem arrumado, com casas bem cuidadas e ambiente calmo. Nada de bares e badalações. Ótimo para nós. A pousada mais cohecida e talvez a melhor mesmo para ficar, uma vez que fica muito próximo à praia é a Pousada Aparas. A recepcão foi feita pelo proprietário, um alemão chamado Gunter. Recepção fria, por sinal, chegamos até a achar ruim, mas depois o anfitrião provou ser uma boa pessoa.

          No dia seguinte, vez de acordar não muito cedo e aproveitar a beleza a calma da praia. Aí vão algumas fotos:














       O passeio foi muito agradável, apesar de o esquecimento em relação ao protetor solar nos ter causado um problema razoável de queimadura e descamação nos dias seguintes. Na praia temos poucas opcões de comida. Incluem-se aí uma excelente pedida: uma pequena barraca que serve batidas. Preço salgado como a água do mar, porém é muito bom mesmo. Vale a pena fivcar bêbado lá!

      Domingo à tarde resolvemos voltar pra casa. Durante o pagamento das diárias da pousada, pudemos conversar mais com o simpático senhor Gunter, o qual ficava horas e horas do seu dia na internet.

          Passeio rápido, porém agradável, com direito a algumas fotos de lembrança.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Atacama 2011 - Dias 16, 17 e 18.

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Bem, por ser fim de férias, voltamos logo de volta para casa, então colocamos os três últimos dias juntos.

Mendoza a Uruguaiana (dia 16) 
Total percorrido: 1373Km 


A vontade de voltar para o Brasil é tanta que decidimos pular uma cidade da volta. Acordamos às 4:30h rumo a Uruguaiana. Pegamos a RA7 até Vila Mercedes, seguindo pela RA8 até a cidade de Vila Maria, onde continuamos pela RA158 até San Francisco. 

Estradas cheias de caminhões e grandes planícies, com retões que lembram o Chaco. O trânsito chega a ser chato em algumas cidades das província de Córdoba, devido ao grande número de fazendas. Cuidado com os policiais da Gendarmeira, pois eles costumas fazer muitas paradas em cada entrada ou saída de cidade, mínima que possa ser. 




Muito difícil achar algum restaurante nessa região. Parece que a recessão faz todo mundo comer mesmo em casa. Decidimos parar na cidade de San Francisco, onde tudo estava fechado. Encontramos por milagre um restaurante aberto chamado La Pulperia de Juan (Colon 28), onde provavelmente vão os gran-finos da cidade. Até que enfim pudemos lembrar a carne de Salta. Muito bom mesmo. 

Seguimos pela RA 19 em direção a Santa Fe, atravessamos o túnel rumo a Parana e em seguida pegamos os retões da Província de Entre Rios pelas RA 127 e RA 14 até Paso de Los Libres. A estrada é pouco sinalizada e pouco movimentada, em geral. Algumas reformas em cruzamentos fazem o trânsito ficar confuso. Eis que pegamos um caminho errado e resolvemos fazer um retorno no meio da pista. Quem encontramos? Um policial na espreita para flagar quem fizesse o retorno óbvio. Pediu documentos e falou que tínhamos feito conversão irregular, mas que para evitar transtornos com a multa, poderíamos fazer uma contribuição para a Gendarmeira. Dei $20 com todo o prazer! Já estavamos voltando para o Brasil mesmo e nada poderia tirar a alegria da viagem naquele ponto. 








Chegando em Paso de Los Libres, aproveitamos para dar ao nosso valente carro a última refeição boa e barata que ele teria por um longo tempo: a gasolina argentina.

Atravessamos a aduana cumprindo os trâmites de imigração, carimbando nosso passaporte pela quarta vez.  Como é bom ouvir português de novo!






Procuramos o único hotel que achamos pelo Trip Advisor, chamado Hotel Glória. Hotel simples, que serviu como uma luva para a nossa programação de estadia por algumas horas. Bem, às 21:30h, nada de andar pela cidade: macarronada a bolonhesa para os dois, vinho tinto e cama.

Proeza de hoje:





Uruguaiana a Balneário Camboriú (dia 17)
Total percorrido: 1159Km

Uma vez entrando no Brasil, tudo se torna mais conhecido, mesmo nunca tendo pisado no extremo sudoeste do RS. Saímos cedo, às 5h da madrugada, o que nos permitiu assistir ao amanhecer na estrada fria. Fomos rumo a Porto Alegre pela BR 290 e de lá até o litoral do RS, onde seguimos pela BR 101. Muito movimentado, principalmente por ser domingo de páscoa. 









Como não temos bichinho de estimação, Melissa decidiu comprar uma vaquinha. Só que na forma de um tapete. Ótimo, mas o carro ficou com cheiro de boi pro resto do trajeto.

Todos voltavam do litoral de SC em direção a Curitiba e Porto Alegre, o que felizmente era contrário ao nosso sentido. A BR 101 está bastante complicada, pois existem muitos trechos já duplicados, porém outros ainda em construção inicial, o que dificulta muito o trânsito em todo o litoral. 




Entramos em Torres-RS para almoço. Restaurante Anzol (de frutos do mar, claro), ao lado do rio da cidade. Comida muito boa, as já comemos peixes melhores. Somos chatos mesmos, deu pra reparar...




Mas enfim, chegamos a Balneário Camboriú e fomos imediatamente nos hospedar em um ótimo local: o apartamento do irmão da Melissa.


Jantar de despedida em um sofisticado restaurante de culinária oriental: Taj Bar. Preço é salgadíssimo, mas domingo todos o cardápio de sushi e sashimi tem 50% de desconto. Vale a pena mesmo.

Vamos dormir que amanhã não tem choro nem vela: voltaremos pra São Paulo.

Trajeto de hoje:




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Balneário Camboriú a São Paulo (dia 18)
Trecho percorrido: 635Km

Neste último dia acordamos não tão cedo, mas às 9:20h seguimos rumo à nossa casa. O trajeto pela BR 101 foi sem imprevistos, principalmente por se tratar de uma segunda-feira. Pegamos a Régis Bittencourt e aos poucos fomos sentindo a realidade da cidade grande nos envolver. 

Mas as lembranças dessa viagem inesquecível nunca vão nos abandonar. Foram 9.111 Km de estradas sensacionais e deslumbrantes visuais.

Trecho final da viagem:


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Obrigado a todos que acompanharam a viagem e esperamos ter ajudado àqueles que pretendam fazer viagem semelhante pela América do Sul.

Valeu!!!

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Atacama 2011 - Dia 15

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Mendoza

Depois da epopéia na travessia andina acordamos mais tarde. Tiramos a manhã para andar pelas vinícolas, mas como era sexta-feira santa a maioria estava fechada. Conseguimos somente entrar na Bodega La Rural, que tem um museu com palestras para os visitantes, e na Trapiche. Claro, comprando vinho do produtor… Uma boa lista das bodegas de Mendoza pode ser acessada aqui.






Carroça do início do séc. XX.

Bodega Trapiche







No final da tarde fomos até o parque da cidade (Parque General San Martin) para a corridinha do dia. O parque é enorme, e estava lotado de mendocinos. 





À noite fomos jantar no Florentino Bistro  (Rua Montevideo | Montevideo 675). Melhor refeição dos últimos dias. E a sobremesa com dulce de leche vale a pena! 

Boa noite, porque amanhã iremos madrugar! Rumo ao Brasil.

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domingo, 8 de maio de 2011

Atacama 2011 - Dia 14

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Viña del Mar a Mendoza
Total percorrido: 440Km


Aproveitamos a paisagem à beira-mar e encaramos uma corridinha no frio (8⁰C), congelando nossas orelhas. Check-out no hotel e fomos rumo sul até a cidade de Valparaiso, subindo as ladeiras estreitas até a La Sebastiana. Esta é uma das casas de Pablo Neruda, com cinco andares cheio de excentricidades, labiríntica e recheada de bugigangas. Custa $5000 por pessoa, com guia de áudio explicando o passeio. Gastamos mais ou menos meia hora. 


Visão nublada de Valparaiso


Sobrado em Valparaiso

Casebre em Valparaiso

Seguimos novamente em direção à cordilheira. Até Los Andes (onde almoçamos peixe em um restaurante bem familiar, no centro da cidade) a estrada (RN60) é dupla, com vários pedágios. Esses pedágios rumo à fronteira são mais caros que os demais ($2800). A partir de Los Andes a estrada torna-se de mão única, não tão conservada, e com mais movimento, que não sabemos se sempre é assim ou se era devido à véspera do feriado (sexta-feira santa). 



Vimos os Andes de aproximarem cada vez mais, impondo uma aparência aterrorizadora para quem se predispõe a subi-lo. Iniciamos então uma subida de 670m pela estrada chamada de Los Caracoles, numa verdadeira serpente de asfalto cravada na rocha composta por 28 curvas sucessivas. O topo de Los Caracoles fica a 2890m de altitude e lá faz muito frio, principalmente com o cair do Sol. Como não fazia muita neve nos topos das montanhas, não tinha uma aparência muito bonita, mas sim impressionante. Como a estrada é de mão única, havia muitos caminhões sofrendo para subir e outros loucos caminhoneiros ultrapassando pela contramão na curva fechada. Insano!

Visão de Los Caracoles pelo GPS

Los Caracoles

Ao fim da subida, andamos mais um pouco e chegamos ao Tunel del Cristo Redentor, situado a 3200m de altitude, e que faz a divisa Chile/Argentina.



Passando o túnel, chegamos à aduana chilena, e nela deve-se registrar somente quem faz a travessia Argentina para o Chile (tem que descer do carro e entrar nas casinhas em busca dos guichês). A segunda parada é em uma guarita, onde o guarda pergunta quantas pessoas viajam e entrega os papéis de imigraçãp para preenchermos. Junto com os papéis veio um folheto de recomendação sobre velocidade e cuidados no trânsito (que depois de lido foi devidamente para o lixo).

Antes da segunda aduana fizemos uma parada no Parque do Aconcágua, que é uma coisa inpressionante. Fizemos uma caminhada de 45min até um ponto de avistamento do pico, tudo muito lindo e muito frio (em torno de 2⁰C). A visita é praticamente obrigatória para quem está de carro. Infelizmente estava nublado e não pudemos ver o cume da montanha por completo.


Cerro Aconcagua


Montanhista subindo o Aconcágua às 17h.

Fóssil marinho no meio dos Andes



Às 18h entramos na imensa fila de carros da aduana, com toda a documentação devidamente preenchida. Já fazia um frio de lascar (o termômetro do carro inclusive parou de funcionar).

Fila de carros na aduana




Depois de 2h30 chegou nossa vez, e teve inicio o pastelão:

1. O primeiro documento solicitado foi o "papel marron", com a identificação do número de ocupantes do carro, que teríamos que ter pego na guarita existente depois da fronteira. Papel? Onde? Para que? Não tínhamos esse papel (pelo menos achávamos que não, porque aquele papel de recomendações e de segurança no trânsito que recebemos tinha sido devidamente usado como rascunho pelo guarda e em seu verso foi carimbado o tão importante documento, mas ele estava no lixo e nos não nos lembramos dele!)

2. Quando perguntamos da utilidade do tal do papel (diga-se, rascunho) nos disseram que ele precisava ser carimbado e entregue no posto policial seguinte! Ótima utilidade... Depois de muito lenga-lenga o official da aduana chilena pediu para um guarda argentino confeccionar outro documento na hora (outro rascunho de fotocópia carimbado no verso e escrito à mão o número 2, correspondendo ao número de integrantes do carro). Nunca vimos coisa tão amadora e mal elaborada, principalmente vindo de uma instituição oficial.

3. Passada a imigração chilena, com o rascunho devidamente carimbado, andamos dois metros e paramos na aduana argentina. Saímos do carro para entregar os documentos, mas fomos orientados a permanecer dentro do carro. Depois de 5 min, a meretriz hermana foi até o vidro e perguntou se já havíamos dado os documentos na cabine! Já irritados, respondemos que a orientação não tinha sido essa. Então ela pediu uma série de documentos, que incluía a documentação chilena do carro. Como assim documentação chilena!!?? O carro é brasileiro!!! Entregamos tudo que tínhamos, e depois de 20min eles retornaram solicitando uma carta de acesso do Paso de Jama (que não tínhamos). Nessa hora, Seleno soltou uma: "- Minha filha, não recebemos e não temos nada dessa porcaria!!!". E ela, meio a contra gosto, nos liberou.

Resultado: descemos o Vale do Aconcágua pela RA7 à noite, no frio e com muitas curvas, chegando em Mendoza as 23h. Uma pena, pois a perdemos uma bela vista.

Hotel Villagio bem localizado, bem no centro. Jantar à meia-noite com bife de chorizo duro e batatas fritas nojentas em um restaurante das redondezas. Mas o vinho argentino e o dulce de leche estavam ótimos!

Parto, digo, trajeto de hoje:


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